LÍRICOS OLHARES

LÍRICOS OLHARES

PENSAMENTO DO DIA

"À força de tanto ler e imaginar, fui me distanciando da realidade ao ponto de já não poder distinguir em que dimensão vivo" (Dom Quixote)

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REFLEXÃO

“Seja qual for o país, capitalista ou socialista, o homem foi em todo o lado arrasado pela tecnologia, alienado do seu próprio trabalho, feito prisioneiro, forçado a um estado de estupidez.” (Simone de Beauvoir)





31 de julho de 2009

ÁLULAS


Alo as palavras... é o meu jeito
de liberar convulsões interiores,
os meus velhos temores.
Não obstante, a chama que a tua letra
acende em mim, ilumina-me a
solidão da alma, arranca-me lavas
do coração, é pira mais que sagrada.
Penso... algumas coisas nesta estrada
deviam permanecer imaculadas... o amor,
a amizade. Contudo, a luta pela vida é
desigual, é dura, é árdua. Logo, eu sigo
por essas vias marginais, pois que sou
poetisa anilhada.
É o milagre em ação quando duas almas
se descobrem, é a divindade a dizer:
Vem comigo, eu existo e te sustento!
Minhas frases vêm a esmo, desarrumadas,
mas, são presentes que te entrego neste
prorromper de desassossego.
Eu não nego, tenho-te apreço e nada
te peço além de permaneceres comigo...
Como amigo... Como amigo! Amigo, como?
Não me importa o quanto tudo já está
explícito, já não me importo se me explico,
pois se não te digo... eu silencio...
E em não permanecendo no “senão”,
eu me complico, então, eu falo, até escrevo,
assim, eu me desvio dos atropelos derramando
verbos, conjugando todos os meus medos.
Estou farta dos não me toques cheio de dedos!...
Em meu caminho já tive freios, as bridas
de um contumaz desejo... apegos.
Deixarei de mas...
Hoje é patente, eu criei álulas, e, quanto
mais eu alto vôo, mais alto sonho!... mais espaço
acho para abrir as minhas atrofiadas asas.

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