SOBRE ESTE ESPAÇO
❦ LÍRICOS OLHARES ❦
Este é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.
Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.
Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.
Este olhar é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.
Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira.
— Claudia Loureiro
13 fevereiro, 2014
CHAMADO (Cacau Loureiro)
08 fevereiro, 2014
MOINHOS DE VENTO (Cacau Loureiro)
Quem dera a vida a dois fosse o mais belo
06 fevereiro, 2014
EM HD (Cacau Loureiro)
Caminhado tenho pela descrença que penso
CÂNTICO NEGRO (José Régio)
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!
30 janeiro, 2014
DESNATURAR (Cacau Loureiro)
Somente nós nos pertencemos, posto que
ninguém nos pertence. A viagem do encanto
arte edificada a quatro mãos...
O império decaído do homem ruirá se não
olhar para dentro de si mesmo e admitir que
não tem sido generoso, e cairemos um a um.
A turba exalta a materialidade e a beleza
efêmeras conquanto vivamos no mundo
material faz-se mister reagir a opressão que
nos apressa e nos arrasta ao primitivismo.
Trago um compêndio de desnaturezas...
desejos, paixões, mágoas, expectativas.
A vida é a troca do essencial... e ela fala, e
reage e nos bate de volta.
Não te vejo mais em mim... há uma palavra
que diz das distâncias... de estrelas que se
apagaram, preciso refulgir do amor para o amor.
Danço em baladas passadas, mas quero voltar...
Pego em tuas mãos para que não partas, já que
partiste o meu coração, pois que a dinâmica
da vida tem que ser mão e contramão, nunca
desencontro.
Guardo-te em afeição para não matar o amor...
Ternura que se refugiou na escuridão do não sei,
talvez lá onde eu ouça meu próprio grito! ...
27 janeiro, 2014
SER INTEIRO (Cacau Loureiro)
22 janeiro, 2014
DADOR (Cacau Loureiro)
todo o coração? Há um lamento que ecoa
pelos poros, por que fechas teus ouvidos no
momento mais crítico, na hora em que tens
que aguçar todos os sentidos?!
O que ainda terei de provar para acreditares
no profundo que nutro, no eterno que tenho?
Será que tens que ir sem colocar as cartas na
mesa, por que ao menos não dizes o que vai
em teu coração?!
Por que ao menos não dizes porque te digo?
Todos temos que seguir os nossos rumos...
E pelos caminhos do mundo não seremos
todo o tempo perfeitos!...
Não há ferida que não deixe cicatriz quando
não cuidamos de quem amamos.
Não espero que cuides de mim, espero estar
sempre por ti.
Acorda em ânimo pois que nunca te deixarei só,
acorda em maturidade porque nunca deixei de
te amar.
Há um chamamento de sangue, mas acima de
tudo há o chamamento do amor.
Para um doador de vida a distância jamais será
o fim!...
16 janeiro, 2014
CONSONÂNCIA (Cacau Loureiro)
Na paisagem ignota dos meus quereres
a tua voz é cântico a preencher os meus
vazios de sons.
Deixa-me ir por tua várzea cultivada de
flores, deixa-me em tua barga semear
minha boa vontade.
Ao sabor dos ventos primaveris deixa que
eu afaste todas as tempestades...
Em primitivo ritual divino deixa-me suprimir
todas as tuas dores, abraçar tuas dadivosidades...
Eu abro os meus ouvidos, o meu coração às
tuas odes encantadas de afeto, às tuas cifras
de beleza sem par, à tua melodia suave.
Permita-me os teus madrigais de carinho em
sonoras ondas de paz e amor.
Por sobre tuas verdejantes colinas, deixa-me
ouvir tua música extasiante, deixa-me planar
em teu azulíneo céu, deixa-me avistar teus
campos abertos em sinfonia grandiosa em
que se deleita o meu espírito viajor!






