SOBRE ESTE ESPAÇO

❦ LÍRICOS OLHARES ❦

Este é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Este olhar é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.


Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira.

— Claudia Loureiro

02 outubro, 2015

VERGÔNTEA (Cacau Loureiro)













Imagens perpassam meus olhos...

O passado como filme habita minhas
lembranças e ágeis e velozes os momentos
transpassam meu espírito, indeléveis...
A paixão fez de nós o que bem quis! ...
Ainda a caneta compulsiva te escreve
em minhas retinas, grava-te em meu
coração na própria poesia que em mim
se fez.
As estrofes que em mim crias e recrias todos
os dias, não tem fim, pois que princípio
és em todas as alvoradas novedias.
Há sol em tua aura, em tua calma que
me acalma fazes luz...
Seguir o coração é ensejar felicidade,
há voos insólitos nos versos que te seguem,
há estrelas eternas nas rimas que me fazes.
Teus ritos e rituais curam-me, apanágio
das benesses ancestrais.
Há benção em tuas mãos, sortilégio em
teus dedos, toca-me, pois, com tua
unção de paz, apazígua meu ânimo.
Em teus lábios a doçura das palavras
lavradas em doces águas, abundantes
rios de amor que sufragaram meu coração.
Mata-me a sede, sacia-me a fome,
reviva-me como rebento novo a se
erigir ao céu! ...