SOBRE ESTE ESPAÇO

❦ LÍRICOS OLHARES ❦

Este é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Este olhar é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.


Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira.

— Claudia Loureiro

21 agosto, 2013

VIRAÇÃO (Cacau Loureiro)


Jogo minhas rosas ao mar... não como um
rito, uma devoção, mas, com a convicção de
que o que lançamos como esperança pode
nos voltar como promessa.
E eu exorto a confiança para que ela seja
a âncora que me encoraja a seguir no mar
encapelado dos meus dias. Rogo também
pela calmaria, num silêncio que me chega a
ser imolação.
As vagas da incompreensão são como harpias,
rondam bombordo e estibordo de um navio
em profusão; sustam-me o ar, tiram-me os
pés do chão... tornam-me marinheiro ébrio na
proa de um navio e faz-me divagar em canções
de sirenas maviosas onde lágrimas e águas
misturam-se num roldão... chuva, vento, furacão!
Retomo a coragem de insigne descobridor
e fiel desbravador de tantas águas vastas para
seguir adiante com a bússola da inquietação a
me abrir os mares do espírito e a me extrair os
males do corpo que implora por ressurreição.
Eu almejo sonhadoramente descansar na areia
quente deste vasto continente que se chama amor!...