LÍRICOS OLHARES

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PENSAMENTO DO DIA

"O que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível cria em nós." (Clarice Lispector)

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"Por mais que se mantêm em consideração as circunstâncias do tempo, do lugar, do gênio do povo, dos seus conhecimentos, de suas inclinações, falham os cálculos, desmoronam-se os edifícios, inutilizam-se os trabalhos e só se colhe o conhecimento de que não se acertou e que o coração do homem é um abismo insondável, e um mistério que se não pode entender". (Frei Caneca)




12 de dezembro de 2009

SURSIS (Claudia Loureiro)


De fato eu sei o que procuro, o
que é meu de direito, a liberdade.
No auge da minha vida, da minha
idade, já não posso olhar para trás,
pois que na vida, eu busco muito mais.
Minhas palavras têm força, visto que
extraí do meu espírito toda essência
da minha existência.
Vivo comoções internas, mas, não
oblitero o que em mim é vital: a
transparência.
Quero descobrir algo novo, que
me mova as barreiras, quebre os
meus muros, faça-me viver de
novo.
Sinto-me morta, no entanto, meu
coração é intenso, poderoso.
O mundo, descobri, é deveras
desamante, mas, eu sigo minha
estrada de vínculos, de sentimentos.
Eu sou rebelde, e revés, torno-me ré...
Quero ser livre, peço: deixem-me viver;
para cantar a rebeldia dos meus versos,
pois que eles são independentes; para
versejar a utopia dos meus sonhos,
rimar o canto e a melodia que é a
vida, pois que ela é valiosa.
Não quero mais as grades... as grades
dos tormentos, dos tolhimentos... dos
julgamentos.
Não me submeto aos autoritarismos,
às covardias... busco e clamo por
justiça, e nada neste mundo obsta o
meu riso. Neste mundo supra-real, eu
sou, eu quero ser simples, natural.
Reinvidico o "sursis", para ter direito
de expor tudo o que o meu coração
precisa, sente e diz.

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