LÍRICOS OLHARES

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"O que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível cria em nós." (Clarice Lispector)

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"Por mais que se mantêm em consideração as circunstâncias do tempo, do lugar, do gênio do povo, dos seus conhecimentos, de suas inclinações, falham os cálculos, desmoronam-se os edifícios, inutilizam-se os trabalhos e só se colhe o conhecimento de que não se acertou e que o coração do homem é um abismo insondável, e um mistério que se não pode entender". (Frei Caneca)




10 de novembro de 2009

A ARANHA, O GAFANHOTO E O CAMALEÃO (La Fontaine)

A ARANHA, O GAFANHOTO E O CAMALEÃO (Fábula de Jean de La Fontaine)
A aranha, o gafanhoto e o camaleão habitavam o aprazível bosque da cidade. Conviviam a uma distância razoável, pois, reciprocamente, temiam as artimanhas que sempre eram recorrentes.
A aranha foi a primeira a urdir:
– Meu caro gafanhoto, sejamos previdentes e cuidadosos! O camaleão é o rei dos disfarces, muda de cor e a gente nem percebe.
– É mesmo! – completa o gafanhoto. Ele fica nos troncos das árvores com cara de “boi-sonso” e é só passar por perto que ele estica aquela língua imensa e... “crau!”.
– Sim, companheiro, sempre alerta! continua a aranha. – Eu passo o dia fiando, mas é um olho na teia, o outro no ca­­maleão. Você sabe, o seguro morreu de velho. Precaução e caldo de galinha não fazem mal a ninguém, dizia a minha avó.
– Belos conselhos, Dona Ara­­nha. Esse camaleão é o mestre da desfaçatez, é o rei da dissimulação.
– Vá por mim! Dificilmente eu me engano! – E tem mais disse a aranha sussurrando. O camaleão tem uma armadilha mortal! Chegue mais perto, meu caro amigo gafanhoto, que eu lhe contarei.
Ingenuamente, o gafanhoto se aproxima e se enrosca todo na teia. Diante da morte certa, fica a pensar o quanto foi bobo em confiar na ardilosa aranha.

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