LÍRICOS OLHARES

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"O que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível cria em nós." (Clarice Lispector)

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"Por mais que se mantêm em consideração as circunstâncias do tempo, do lugar, do gênio do povo, dos seus conhecimentos, de suas inclinações, falham os cálculos, desmoronam-se os edifícios, inutilizam-se os trabalhos e só se colhe o conhecimento de que não se acertou e que o coração do homem é um abismo insondável, e um mistério que se não pode entender". (Frei Caneca)




18 de novembro de 2009

ABRAÇO-TE (Cacau Loureiro)


Abraço-te nas intermináveis horas
dos meus dias... pois que o teu
abraço desvanece todas as minhas
noites de angústia.
Abraço-te no amargor de toda esta
espera... pois que o teu abraço é
sempre recomeço na minha chegada.
Abraço-te na lágrima salgada que
brota dos meus olhos... pois que o
teu abraço é estanque de pranto e
germinar de sorriso.
Abraço-te quando não refreio as
palavras rudes que me laceram o
peito... pois que o teu abraço é mel
dulcificando os meus lábios.
Abraço-te nos mil invernos de minha
alma triste... pois que o teu abraço é
florescimento de alegria retomando-me
em nova primavera.
Abraço-te no duro entorpecimento do
meu coração... pois que o teu abraço
é fogo forjando o seu burilamento.
Abraço-te no desejo ardoroso de
devolver teu abraço... pois que o
teu abraço é faísca reacendendo as
minhas emoções.
Abraço-te na esperança distante de
reencontrar a alegria... pois que o
teu abraço encurta o caminho, oferta-me
o encanto e a magia.
Abraço-te na vontade infinita de voar
em teu espaço, abarcar o teu mundo,
prender-te no meu... pois que o teu
abraço é pira queimando minhas
dores, fazendo renascer das cinzas
a fênix que sou.

3 comentários:

Angélica Lins disse...

Que coisa mais linda Claudia.
Você deveria editar um livro, já pensou nisso?

Beijos querida...

Ah, tem selo novo do vórtice,vai buscar quando puder.

Andrea Mari disse...

Lindo e um abraço bem apertado pra ti!!!bjoss

Anônimo disse...

Sou fã nº1 das suas poesias,
tais quais, quase todos os dias de adolescência, ouvi o declamar.
Agora, já na fase jovem-adulta,
não poderia deixar de contemplar
e mesmo que não 'ouvindo', mas, lendo, consigo sentir-me tão leve
quando nos verões passados.
Obrigada por ter participado a mim
toda essa arte e felicidade.
Beijos da sobrinha,
Tai Loureiro.