SOBRE ESTE ESPAÇO

LÍRICOS OLHARES

LÍRICOS OLHARES é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Líricos Olhares é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira."

Claudia Loureiro

07 outubro, 2009

CATIVA (Cacau Loureiro)


Os que se perderam hão de se encontrar...
Porque no enredo dos homens o destino tece
a teia, transforma a têmpera, derrete o aço
e adoça o fel.
Nada há que a impermanência não converta!...
Na escolha entre duas estradas, eu fito o sol,
sinalizo aos céus, pois que são eles que preparam
minha substância para o trajeto.
No emaranhado dos caminhos a esperança
desmantelada demarca os limites efêmeros
dos homens fúteis, das escolhas tolas.
Homo sapiens, primatas e chibatas de si mesmos
açoitados no azeite que fomenta e amacia seus
caracteres rígidos, seus peitos de pedra.
Mas ainda assim eu olho ao longe, removo muros,
eu crio pontes, e não esmoreço em meu semblante
o largo riso.
E cravo meus olhos nas noites estreladas...
Minha alma pertence ao universo, não às correntes
dos homens, não ao mar dos desprezos.
Sou nau errante eu sei, e singro ainda em águas
abundantes dos afetos.
Mata-me pois, porque a morte é suplício e acalanto!...

Um comentário:

  1. Muito belo!
    "Revele-nos o segredo da vida, o mistério da sobrevivencia, a vontade de viver, o desejo de sonhar!"

    Parabéns!
    BeejO!

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