SOBRE ESTE ESPAÇO

LÍRICOS OLHARES

LÍRICOS OLHARES é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Líricos Olhares é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira."

Claudia Loureiro

13 abril, 2019

MEMÓRIAS (Cacau Loureiro)












Eu acredito ainda ouvir a tua música!...

Empenho-me numa forma de reencontrar nossas origens.
Por que há um pesar nesta aproximação com nossas raízes?
Nos subúrbios de minhas vontades, há os labirintos que temo,
há os subterrâneos que encaro.
E eu te olho através do espelho... há o expirar do tempo, há o
correr das horas, há o padecer das vontades...
Tento resguardar nossas memórias no ápice de momentos
que não vem, já não mais se repetem.
Eu quero os segundos que nos preservariam pela eternidade...
Espreito-te surpresa nesta jornada... porque ainda ocupas
meu universo ora sombrio?
Preparo com jasmim as águas do meu corpo. As flores ao teus
pés cultivadas com esmero desfalecem no desencontro
de nossas mãos, ante o distanciamento de nossos corpos.
Tento curar o meu espírito nos desejos que me consomem,
devaneios, loucura violentos apossam-me a verve...
convulsionam-me os pensamentos...
Erijo fortalezas, profiro preces, contudo elas não refazem
nossos antigos sons.
As tuas cifras ainda regem o meu peito, mas a tua música
dissonante impulsionam-me a alma à libertação!