SOBRE ESTE ESPAÇO

LÍRICOS OLHARES

LÍRICOS OLHARES é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Líricos Olhares é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira."

Claudia Loureiro

11 dezembro, 2025

TERRA VIVA (Cacau Loureiro)


Eu volto o meu rosto ao sol, porque

toda a luz é verdade que como os

ventos esvoaçam as folhas secas...

E mostram a terra fecunda ou infértil.

Assim a luminosidade transpassa as

máscaras, e mostra o rosto daqueles

que em seus espíritos rotos, de fato,

nada transformaram.

As palavras são alimento da divindade, e

se não são autênticas, não reverberam

nas nascentes de todos os princípios

da Criação.

Podemos nos lançar a tantos e tão altos

voos, mas, se não nos voltarmos para o

que é justo, somente os abismos nos

abraçarão.

Do cimo da autenticidade avistamos

toda a terra, rincão dos homens arado

às lágrimas...

Nos outeiros esculpidos com a força

de nossos braços, também nos é forja

de coragem, caráter dos invencíveis.

Plano alto com a alma cultuada na fé

que me limpa os olhos e me arranca

muletas; nos planos do Altíssimo, a

certeza de que ninguém é santidade.

Somos filhos da bondade, revividos pela

eterna misericórdia de um Deus que

persevera em nos transformar neste

solo morto, em terra viva, a Humanidade!