SOBRE ESTE ESPAÇO

❦ LÍRICOS OLHARES ❦

Este é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Este olhar é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.


Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira.

— Claudia Loureiro

27 março, 2012

ROSICLER (Cacau Loureiro)


Tenho visto o tempo correr como um trem expresso,
dias, rostos, rotas, trilhos notórios... onde o pensamento
é relampejo de saudade...
Há nostalgia e compaixão pelos que se foram, pelo que
se foi num adeus que não se conjugou.
Caminhos retos, eternos e divisos cruzando-se com as
curvas do tempo que constroem tantos atalhos no
itinerário dos homens.
Diante dos meus olhos um álbum datado de pessoas...
encontros onde queiramos ou não a solidão impera.
Em algum lugar do hemisfério as cerejeiras florescem
em tons que alegram e enobrecem os recônditos da
terra, em semitons que nos preparam para as mudanças
alvissareiras.
A natureza renova-se... e como coabitantes do mundo,
cresçamos buscando a luz que vem do átomo divino.
O tempo voa e no entanto não existe pretérito, pois
que o passado e tarjado em nosso espírito como a joia
legítima do vivido momento, e eu digo que conheci raridades.
Ainda jogo as sementes pelo solo árido dos homens e desnudo
meu mundo oniricamente empírico.
Experimento a dor de ter sobrevivido às mudanças, posto que
primaveras vivem em mim como rosicler de esperança.