SOBRE ESTE ESPAÇO

LÍRICOS OLHARES

LÍRICOS OLHARES é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Líricos Olhares é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira."

Claudia Loureiro

17 fevereiro, 2025

HUMANO-ALÉM (Cacau Loureiro)


Eu amarro o tempo na palma da minha mão...

Como apagar lembranças se o meu travesseiro

está ébrio do teu suor... e o teu cheiro habita

por todos os ângulos da casa tirando móveis

e móbiles de lugar?!

O sol lá fora chama os homens às distrações,

mas, eu levo este clarão em meus olhos, onde o

teu corpo ameniza-me as fogueiras das vaidades.

Há corredeiras a me lançar em tuas águas

generosas, mergulho profundo daqueles que

buscaram ressurreição em vida e encontraram

a pedra filosofal da eternidade.

Há um céu azulíssimo a rebrilhar em minha

alma senciente, pois que o amor reluz feito

astro rei em hemisfério poético clarividente,

sulcando esses caminhos navegados em gôndolas

arrimadas de ternura para humano-além.

Como flor de baunilha teus aromas se depreendem

do teu ventre compondo raro perfume em tua natureza

copiosa... adentras minha cabeça, minha pele e narinas... 

Odores inarráveis trazendo-me os ventos da boa vida!...