Eu amarro o tempo na palma da minha mão...
Como apagar lembranças se o meu travesseiro
está ébrio do teu suor... e o teu cheiro habita
por todos os ângulos da casa tirando móveis
e móbiles de lugar?!
O sol lá fora chama os homens às distrações,
mas, eu levo este clarão em meus olhos, onde o
teu corpo ameniza-me as fogueiras das vaidades.
Há corredeiras a me lançar em tuas águas
generosas, mergulho profundo daqueles que
buscaram ressurreição em vida e encontraram
a pedra filosofal da eternidade.
Há um céu azulíssimo a rebrilhar em minha
alma senciente, pois que o amor reluz feito
astro rei em hemisfério poético clarividente,
sulcando esses caminhos navegados em gôndolas
arrimadas de ternura para humano-além.
Como flor de baunilha teus aromas se depreendem
do teu ventre compondo raro perfume em tua natureza
copiosa... adentras minha cabeça, minha pele e narinas...
Odores inarráveis trazendo-me os ventos da boa vida!...


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