SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

21 novembro, 2024

SEMENTES LUZ (Cacau Loureiro)


Há uma luz no fim do túnel... acreditemos

que essa sabedoria que reside em nós, é

força motriz a nos iluminar o espírito viajante.

O feixe das claridades nasce na alma, assim,

por onde andarmos, sejamos sol, posto que

não há sombras nas trilhas do bem.

Nos dias em que nos vemos abandonados,

levantemos o bastão da esperança porque

será ele que nos levantará do chão e calcará

estradas com novos significados.

Dias há em que o mundo nos vira as costas,

nessas horas pousemos o olhar no céu porque

é de lá que descerá a chuva da renovação,

fazendo-nos solo cultivado para os recomeços.

Quando as lágrimas dificultarem nossa visão,

descansemos as mãos sobre o coração porque

é nele que nascerão as sementes do perdão,

porque somos filhos estimados libertos em

compaixão e caridade.

As palavras sábias vêm do silêncio, pois, a

balbúrdia do mundo não nos dará direção, e

somente a contrição nos trará as respostas para

as palavras rudes e atitudes medíocres.

As pedras jogadas pelo caminho machucam

nossos pés, contudo, que as deixemos burilar

o espírito porque somente ele nos fará voar

por sobre o amplo sentido da Criação...

Basta olharmos para além dos campos, no vale

das altas montanhas avistemos os lírios que

tecem e contêm todas as belezas da Terra porque

o divino permanece em nós como herança.

Deixemos o vento soprar sobre o joio e o trigo,

olhemos para nossas mãos... somente ficarão

os haveres do belo que lançamos ao largo do

caminho!...

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