Não nasci para caber.
Sinto com intensidade.
Não é escolha.
É natureza.
Amei com presença,
fiquei onde já não havia permanência,
sustentei silêncios que não eram meus.
Não por falta de lucidez,
mas por excesso de sentimento.
Hoje, não me basta sentir.
Preciso reconhecer.
Não me abandono mais
para que algo exista.
Não deixei de amar.
Deixei de insistir onde não há encontro.
Menos urgência.
Mais verdade.
Menos ilusão.
Mais presença.
Porque não me dobro.
Se vier, que venha com verdade.
Se ficar, que seja por escolha.
E se for amor,
que me encontre inteira.







