minutos infindos articulando sons que me
desnudam a alma de forma corajosa...
Sopro que vem de dentro feito dádiva,
tentando preencher o outro com o
espírito santo dos crucificados
pela massificação
de uma coletividade alienada.
Então profiro palavras, flechas
que querem dizer tanto,
mas não têm suas sílabas reverberadas,
porque o ouvir virou feed
que nossas mãos paginam apressadas.
Androides, seguimos os ditames
das redes distorcidas,
tecidas em mandamentos
de ostentações celebradas;
quadrados onde toda sociedade
tenta se encaixar,
mesa farta
das distorções cognitivas.
Assim, as palavras ao vento não
preenchem as bocas abertas,
ávidas de vazios modernos,
travadas por discursos manipulados,
em padrões impostos por algoritmos
que regem uma sociedade escravizada.
Sem emoção, vazios, os emojis
não tocam a sensibilidade,
manietada pelo estático
de quem não se movimenta para
energia vivaz do sagrado da palavra.



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