é intrínseco... sob bridas de cuidado...
origem e essência
que se derramam
nos vértices da minha alma,
em geometria
de um mundo incongruente.
Soltei as amarras nos campos abertos.
Corro por entre os canteiros
do meu espaço interior...
Somente eu, o vento e as flores,
a sussurrar preces de gratidão.
E então,
no espelho do mundo me vejo,
reconheço-me, em arestas e faces,
porque vestir-se de si mesmo
é descoberta:
surpresa do que no humano
ainda há de mais bonito.
Lá no horizonte,
o sol se ergue,
citrino,
iluminando estradas,
despertares para o renovo,
luz que dissolve as sombras
e cintila nos olhos,
abrindo visões.
Nas nuvens moram os anjos.
Tocam harpas,
sorriem no azul,
fundem céu e mar,
e deitam seus cílios compridos
nos braços dos homens
como cifras,
compondo músicas
para a eternidade.
O sol é moreno,
porque é beleza derramada
na pele dos que abrem
os braços e os corações
para as afeições profundas...
O sal é remédio,
porque em cada sabor
depositou as estrelas
que desceram de Selene.
Olhos de safiras
que na noite platinam a penumbra,
descerram todos os véus,
encurtam a madrugada
e trazem esta nova manhã,
onde me olhas
com encanto descomunal,
descortinando
a própria grandeza.







