A brisa fresca secou meus olhos,
as lágrimas são rios que correm
em silêncio, nos rumos dos intensos
as pedras são detalhes na jornada.
Não há curvas para quem decidiu
viver em transparência quando as
pessoas são feitas de poeira e asfalto
nos rumos das estradas de ventanias.
Os olhares que lançamos sobre nós
mesmos são envelhecidos, há um
espelho que distorce nossas verdades e
assim contamos as histórias que nunca
foram nossas...
Queria muito ver gente,
mas, nessas arenas virtuais somos
gladiadores robóticos, simbióticos
do caos, personagens de Dante.
Metal nas doces palavras que não se
comprometem, onde os sonhos
envelhecem na correria dinâmica
dos que não se importam e dormem
com máquinas nas mãos.
Incoerências de quem vê em si mesmo
o cognoscível, mas ainda tateando
seus ecos ininteligíveis... conhecimento
apreendido em recortes factuais.
Em meio
à poluição que desce sobre todos
os nossos dias, chamas a consumir
o humano em nós, atos falhos a
entupir os acessos sensíveis,
viagem do irascível, aço, aço,
asco, daqueles que se chamam
homens a matar-nos por dentro
toda a humanidade que já nos
foi perceptível.



