O mar como vida pulsante vem colocar
meus pés no chão… no bater das ondas
eu me equilibro em certezas, porque sou
eu que abro do destino as marés.
As luzes transpassam as águas como
autoridade que me impulsiona para o alto,
pois o adiante já nos chama logo ali.
Mesmo quando vacilo e o medo me visita,
não há amplidão de males que não seja
suplantada pelo poder da natureza das cheias;
somos filhos diletos das divinas fontes.
Abramos os chacras para as forças do bem,
sem esquecer que merecedores somos
das benevolências dos horizontes infinitos
que circundam toda essa misteriosa esfera.
Nessa caminhada de belos amanheceres,
o sol é fogo que se inicia entre minhas
mãos abertas, em purificação da alma;
respiro profundo da fé que renova sonhos,
erige esperanças, endireita sendeiros
em voz e verso de súbitas inspirações.
Como o ciclo de um dia, todos temos
o nosso tempo de consciência…
a dança da vida é presente do sagrado,
sonância em ritmos de libertação.
Eu banho o meu corpo nos fluidos que
me retemperam as convicções de que
as lições nos fazem crescer em humildade
e sapiência, elevação da alma em gratidão
aos poderes supremos que fazem a natureza
também me conter, beleza infinita do alto
que maravilha os recantos desta vasta terra,
em sopro deífico...
vazante no rito das generosas águas.






