Na simplicidade de viver há
coragem… em fechar as portas
do passado para ver, à frente,
as janelas que se abrem para
dias claros… direcionando-nos
às reais partilhas.
Porque a dor não deve nos endurecer,
mas nos abrir à possibilidade de viver
o que nos é diferente e merecido.
Acreditar que há um novo tempo, onde
os trajetos, antes pesados e enrijecidos,
sejam sulcados em aprazimento.
Deixar as bagagens que nos impuseram
e escolher o próprio destino, sem os pesos
de escolas alheias, pois a nossa própria
missão importa — e importa muito.
Olhar os dias como possibilidade real de
ser feliz… porque nada é definitivo, nada
deve nos impor o endurecimento dos sonhos.
Fluir em novos ares
e crescer por dentro,
sem dogmatismos.
Somente na entrega acendemos
a chama dos apegos sinceros,
edificando o amar bonito.
Saber amar é aceitar o desafio
de soltar as amarras que nos
prendem às dores antigas…
E pousar o coração na curva de um rio,
aprendendo que jamais nos banharemos
nas mesmas águas.
Novas correntes a nos batizar
para escolhas conscientes,
na certeza de que o divino nos
presenteia sempre quando o nosso
coração permanece menino.







