Há batidas de alegria em minha porta,
a brisa sussurra bendita música
em minhas horas mortas e eu colho
o cheiro dos teus cabelos...
Minha alma dança...
no ritmo das coisas simples e bonitas que
em ti transbordam, em perfumes e notas.
Em teu charme debruçado na janela,
teu sorriso me convida, e sigo
nos movimentos dos teus braços,
marcados em minhas lembranças
de tantas noites belas,
porque és também amanhecer translúcido
nos dias que me foram nublados, e agora
ressurjo em lampejos coloridos.
Tua chuva abundante
escorre em meus lábios e pernas,
beijo exigente que me toma após
tudo que tocaste em mim e deixaste
gravado em minhas mandalas.
Teu nome vem das estrelas,
acende constelações em meu peito,
viagem que faço de olhos vendados,
pois mergulhar às cegas é preciso
para não saber
o quão fundo posso chegar
nessa rosácea embriaguez.
Sem armadura, coração destemido,
eu posso sangrar entre aromas e buquês
do teu corpo seleto.
Porque somente sangria e vinho
me permitem sentir
o real sabor da vida
que ora habita em mim.







