Céu luminoso!...
Minha alma canta a confiança.
Estradas marcadas pelo barro grosso não me
sujam as vestes. Translúcida, minha gema segue
os sinais. Nem sempre o último gole é o mais
amargo... Benditos aqueles que nos matam a sede
com as mãos limpas, com a água doce dos afetos.
O poço dos deslumbramentos é profundo, e eu não
temo vir à tona para respirar os contentamentos
humanos, porque meu espírito transborda esperanças.
Cada vez que finco meus pés nos caminhos que a vida
me propõe, aprecio o azul que me recobre a cabeça
e me tonaliza o sorriso — adiante, arco-íris depois
das tempestades...
Tantas músicas para bailar na festa da existência,
e o meu coração balança na melodia suave dos
ritmos honestos, francos. Porque não há amor sem
lealdade, não há partilha sem realmente enxergar
o outro...
Os sons que me invadem o corpo erguem meu
dorso para as plenas edificações, hoje tão raras.
O universo é um cantador e um grande contador
de histórias — em expansão do humano para o
encontro com a divindade, em eternos movimentos
desde os primitivos primatas.
Post tenebras lux...
Porque onde cabe o homem
sempre caberá um Criador...

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Este é um espaço de criação e partilha literária.
Comentários são acolhidos quando dialogam com o texto e com a experiência de leitura.
Todas as mensagens passam por mediação.
Conteúdos de natureza pessoal ou relativos à vida privada não são publicados aqui — para preservar a delicadeza entre obra e intimidade.
Para contato direto: 📩 [claudia.loureiro@live.com]
Gratidão pela leitura sensível.