SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

26 março, 2026

PLENITUDE ( Cacau Loureiro)

 

Eu busco, sim,

as trilhas da felicidade…


e isto

são relatividades da vida.


Há um ciclo novo,

mais consciente,

vindo em minha direção—


porque sinto,

com coragem,

sem me perder de mim.


A capacidade de transformação

exige esforço

e entrega…


pois me acolho

quando crio

e quando me despeço.


Nada fica para depois.


O fim do túnel

reluz

como preciosa joia—


então me visto

para o baile:


sem carruagem de abóbora,

sem o bater das zero horas,

sem os sapatos de cristal.


Eu me reconheço

todos os dias.


Meu espelho

é minha consciência,


com a qual converso

toda as noites,


quando me proponho

a viradas honestas.


Os arcanjos

me falam de superações,


nas madrugadas

de profundas meditações…


ante as espadas,

ponho o coração;


ante as injustiças,

tenho a clareza do tempo—


esse que voa

com os ventos

das novidades.


Quem cruza o meu caminho

não me define.


Estou inteira.

E não endureci.


Que quem venha

desperte o que já é meu—


porque estou viva,

de corpo e de alma.


E toda verdade

do que realmente sou


se levante

como flâmula


que tremulará

pela eternidade.

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