SOBRE ESTE ESPAÇO

❦ LÍRICOS OLHARES ❦

Este é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Este olhar é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.


Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira.

— Claudia Loureiro

22 março, 2026

MERIDIANO (Cacau Loueiro)

Fim de tarde... o sol desceu em camadas

alaranjadas... misturou-se às ondas brancas,

exuberantes — seio farto nos deleites da vida.

 

Aspirei os bons ares dos livres passos,

espaço onde eu mesma caibo inteira.

 

Marolas lavando os pés das pressas

desnecessárias — Cronos é o mestre

no ritmo humano das aspirações errantes.

 

Beijo o sal em minhas mãos,

purifico a aura... ensinamentos esquecidos

nos tempos que nos correm ante os olhos,

deixando marcas no corpo.

 

O horizonte faz a escrita das estrelas,

relampeja histórias entre nuvens escurecidas...

 

Enquanto a melancolia marca a areia,

o mar apaga as pegadas das dilações passadas

 

A brisa marítima esvoaça pensamentos

que transpassam a linha do infinito aparente

e se deixam descansar nas águas.

 

Singro a vida no embalo desse entardecer luminoso,

respingos frios na face, cabelos em desalinho

selvagem ante o poder da natureza misturam-se

nas rotas dos sonhos, coração em longitudes...

anoiteceu...

                                                         

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