É sempre o sol que sussurra em meus ouvidos...
As horas estacionadas na luz fala-me de movimento,
porque o descanso dessas tardes ausentes de ti
leva-me aos teus olhos da cor do horizonte que
beija o mar... há um poema entre o entardecer e
à noite, e ele é declamado por teus lábios distantes.
A poesia do teu rosto originou os ventos que
alisam as ondas e as fazem bater nas pedras,
chamando-te para os mergulhos das individualidades
desnudas de orgulho, sem a dureza dos egoísmos.
A música não cessou na vitrola do tempo, a agulha
marca cada nota, o tom alto das belas experiências
na modernidade dos amores faz a tecla sensível
repetir-se continuamente...
As correntes que atravessam as cortinas da janela
arrepiam-me o corpo para o encontro das lembranças,
gêmeas que se compõem no astral das possibilidades
infinitesimais, espaço-tempo onde tudo é eterno.
Saber sobre os universos paralelos dá poder;
só quem entende das passagens tridimensionais
sabe versar sobre a alquimia do físico
para a transcendência das almas.
Os estágios da existência não existem para
quem provou das afeições profundas por
caminhos enviesados dos habitantes do ser,
inconsciência cósmica de quem, em plena
consciência, tocou o gérmen do amor.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Este é um espaço de criação e partilha literária.
Comentários são acolhidos quando dialogam com o texto e com a experiência de leitura.
Todas as mensagens passam por mediação.
Conteúdos de natureza pessoal ou relativos à vida privada não são publicados aqui — para preservar a delicadeza entre obra e intimidade.
Para contato direto: 📩 [claudia.loureiro@live.com]
Gratidão pela leitura sensível.