E como recusá-las,
se são elas que rasgam a noite da alma
e me mantêm de pé,
em paz;
único sustento nas eiras revoltas
da humanidade?
Sigo.
Por vias sinuosas, sim,
mas com o sol coroando minha cabeça
e um sopro antigo aceso no peito,
esse impulso que me impele
a desbravar-me.
A vida…
não é senão filosofia encarnada
no coração que se curva...
onde a guerra já não encontra morada,
e só o que brota de dentro
tem força de verdade.
Porque o divino insiste em mim.
Sempre.
Tanto.
Com tamanha intensidade
que a poesia me transborda:
escorre dos dedos,
inunda os olhos.
E é essa vida que escolho,
a que me alcança em luz,
nas palavras que me foram sopradas
ainda menina,
pelos mestres primeiros,
que ensinaram com afeto
e a severa doçura
de suas missões sagradas.
Por minhas mãos, eles retornam:
ganham corpo, gesto, presença e
atravessam-me como telas vivas.
E a eles, eu rezo.
Porque formar a juventude
é tocar o invisível como ofício
é ser, ainda que por instantes,
ungida
por espíritos sapienciais,
através das claridades do céu.

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