SOBRE ESTE ESPAÇO
LÍRICOS OLHARES
LÍRICOS OLHARES é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.
Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.
Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.
Líricos Olhares é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.
Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.
REFLEXÃO
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira."
Claudia Loureiro
29 abril, 2024
RECRIAR (Cacau Loureiro)
24 abril, 2024
REGALO (Cacau Loureiro)
Existe em ti uma trilha de sol, feixe luminoso a
toldar meu afeto e que cintila continuamente
em meu afetado coração.
A palavra que em ti encerra-se, chama-se bálsamo,
pois que és unguento sobre minha corrida vida,
assim como pura vida corre em ti!...
Mais fáceis são os rumos da ternura, não há
humana força que a cesse, posto que contagiosos
os laços feitos no eterno tempo que nos foge
das mãos como as horas.
Contudo, meus pensamentos correm, passam
na tela de encantado mundo como fita colorida
na dança das emoções...
Há um cântico de paz em teus lábios, há um
hino de amor em teus gestos, há louvores de
esperança em teus olhos.
Não há como suster a força que promana do
teu farto espírito, porque há em tua mansidão
as cifras da concórdia... quietude, repouso.
Em meu acelerado ventre só o teu cordial ser
faz-me perceber o vento, faz-me olhar para o céu.
No páramo que em ti diviso a lua é sempre cheia,
excelsa, bonita, prata rara num mundo de desvalor.
Para além do teu horizonte singular meu mar
segue argentado em força e graça preciosas.
Caminhos de margaridas florescem, quadrantes
de belezas sem par eu vislumbro.
Contigo... desconheço a solidão...

