
Quando me sorriste...
Abriu-se um clarão...
E nas sombras que se revelaram
entendi sobre o repouso de que todas
as almas necessitam.
Assim me deixei ficar, sob a árvore
dos doces frutos, do saboroso
amadurecido néctar dos teus lábios.
Em tua aura, entendi das fendas dos
caminhos, dos oásis dos desertos, da
sede insana dos homens livres...
Quando fitei teus olhos...
Abriu-se um clarão...
Descobri que dentro dos seres moram
anjos, anjos de mim, anjos de ti em
profusão a balsamizar os dias tristes.
Quando me tocaste o corpo...
Abriu-se um clarão...
Impingindo em meu espírito a adaga
dos afetos, a lâmina das paixões,
a faca dos desejos, a dádiva dos amores.
Quando me deixaste só...
Abriu-se um clarão...
Da lua que não repousa em meu íntimo,
do céu que grita em profuso em meu
peito, do sol que queima permanente
em minha alma e da saudade que chora
insistente em meus olhos...
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