LÍRICOS OLHARES

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"À força de tanto ler e imaginar, fui me distanciando da realidade ao ponto de já não poder distinguir em que dimensão vivo" (Dom Quixote)

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“Seja qual for o país, capitalista ou socialista, o homem foi em todo o lado arrasado pela tecnologia, alienado do seu próprio trabalho, feito prisioneiro, forçado a um estado de estupidez.” (Simone de Beauvoir)





21 de outubro de 2009

BACANTE (Cacau Loureiro)


Tu és ainda um menino para
o meu coração obsoleto,
para a minha alma antiquada,
mas, aprendi por esta vida
que nenhum coração é desértico.
Se soubesses, se estivesses por perto,
saberias com que intenção digo isto,
contudo, sei que minha verve canta,
é alada, não teme correr riscos.
Como vinho antigo a misturar-se
em vinho novo, assim te absorvo...
delibando em tua taça todo o teu
gosto, a tua graça.
Teus lábios doces, capitosos,
inebriam meus sentimentos,
avivam meus instintos impetuosos.
Como posso recusar, em tua boca,
beber esta poção que me reanima,
rejuvenesce?!
Como não brindar, sorver, provar
esta bebida que o meu coração
aquece e que minha cabeça
embriaga?!
Bacante sou... e bebo contigo o
vinho do mundo, a água da alma,
o sumo das horas.
Quero estar assim... embevecida em
tuas mãos, embebedada em teus lábios,
viciada em teus abraços...
Delirante de amor!

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