SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

05 outubro, 2009

OS FRUTOS DA TERRA


O tempo ao criar raízes nos anais
de minha vida, fez com que eu
cantasse os frutos da terra.
Pois suas sementes germinam em
mim, o impulso que me leva além
do que quero crer.
Por isso, quero cantar os frutos
da terra, o sangue negro do
escravo-operário, a Nova América,
mãe e mulher, a terra viva onde
sonham todas as raças libertarem-se.
Eu quero cantar os frutos da terra,
de onde o homem sorve a esperança
e sabe que a mão que sangra é a
mesma que trabalha e colhe o sal
da terra.
Chora é ri porque está vivo, pois
é preciso viver e ver a terra aflorar.
Porque os frutos da terra precisam
fluir e ser o princípio de tudo... da
nova era que está por vir... do novo
tempo que enraizará a paz na
história de toda a humanidade.

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