SOBRE ESTE ESPAÇO

LÍRICOS OLHARES

LÍRICOS OLHARES é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Líricos Olhares é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira."

Claudia Loureiro

04 outubro, 2009

BARDO


Componho apologias poéticas, concebo elegias
românticas... assim prossigo nesta aventura
epopeica!
Abrir mares nas tuas paisagens, prender o meu
cabedal de paixões à tua braga de rimas,
cobiçando a mais rara joia, plasmando-a em
cântico de liberdade e concórdia.
O meu êxtase transpõe fronteiras, pois que
não há marcos para uma alma que canta,
não há lindes para um coração que voa!
Como não imergir em tuas candentes águas,
como não seguir a tua florescente estrela?
A insólita mistura de versos, o vigoroso traço
do encanto que para além do universo se deu.
O meu salmo para o teu, a minha lira para a tua,
o meu sopro para o teu, velas içadas à tua ilha.
Linha marcada sobre a minha geográfica carta
brado nascido na minha poética veia...
Terra à vista nas vias dos mares da vida!...
Como não viver tal sortilégio?!
Como não adentrar tua pátria nativa?!
Eu entoo o teu canto com minha própria voz,
deixo ir meus escritos em tua ode infinita.
Para além do norte, para além do sul deste vasto 
país,
sou remador cativo das tuas galés e cruzo o teu sorvedouro
de destro bardo, sem o leve medo de ser feliz!...

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