
Todas as noites, dia após dia eu silencio
tantas palavras...
Em meu coração de emoções enigmáticas,
gritantes, todas as rimas vociferadas,
continuamente arrancadas.
Empreender por estas vias, as quais me
abres é imensuravelmente encantador.
Quero tanto, tudo, todas as causas e coisas
por ti...
Não tenho o que dominar, apreender... se não
tenho tuas mãos nas minhas, se não tenho teus
olhos como farol a mostrar-me a exata direção!...
Na errata que são os meus velhos sonhos e
paradigmas eu quero seguir outras estradas...
Deito-me em meu leito para sonhar contigo,
no entretanto, eu não descanso, pois que não
há alento para um imo inquietado, impaciente,
agudamente enamorado.
Eu disto-me deste solitário quarto, vou buscar-te
para que estejas sempre comigo.
Em outros céus, em outras plagas há outros
chãos de muitas estrelas... outras moradas.
Tua grande alma inspira-me às canções menos
tristes... assim viajo na lembrança para que não
perca teus harmoniosos traços e reavivo meu
espírito amante.
A vida que me resta e que cintila em meus olhos
como vitalizador clarão está em ti...
Luzente fanal nos caminhos dos meus desenganos!...
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Este é um espaço de criação e partilha literária.
Comentários são acolhidos quando dialogam com o texto e com a experiência de leitura.
Todas as mensagens passam por mediação.
Conteúdos de natureza pessoal ou relativos à vida privada não são publicados aqui — para preservar a delicadeza entre obra e intimidade.
Para contato direto: 📩 [claudia.loureiro@live.com]
Gratidão pela leitura sensível.