SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

04 agosto, 2009

PUGNAZ


Imerjo no poente do tédio, o sol calcinador
é tênue luz em meu espírito ausente.
Saio de mim para chorar em qualquer
parte... quem sabe, onde tu possas me ouvir...
Bebo no cálice da tristeza o gole amargo
da tua ausência.
Distantes teu colo, teu ombro; teus braços
caminhos dos meus desenganos, teus olhos
abismo do meu amor.
Permita-me extravasar o cansaço, chorar
deixe-me!...
De mim podes sair...
Divago em meus labirintos interiores, onde
os meus silêncios fazem-se ouvidos de mim.
Minha dor maior é tentar ouvidar-te.
Minha lágrima sobeja e fecunda toda a poesia
que me resta, pois quanto mais distante estás
mais derramo inspiração... verto palavras,
alimento a minha alma.
Faz tempo que combatemos nas raias do
esquecimento... ora, surdos, mudos, muros,
ora, pontes, trincheiras, lágrimas... soldados
na arena do adeus!

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