SOBRE ESTE ESPAÇO

❦ LÍRICOS OLHARES ❦

Este é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Este olhar é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.


Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira.

— Claudia Loureiro

26 agosto, 2009

POEMA INCOMPLETO

A chuva não faz passar a dor...

Não desfaz a marca do teu toque
em minha tez...

 

Noite e dia não se delimitam nesta
alma conturbada pela ausência...
Saudade que finca nos olhos, feito
espada, e grita no peito todos os
silêncios mendazes e atrozes das
demoras...

 

Nada há que substitua o teu gosto,
não há nada que o teu toque represente,
nada há que se troque pelo teu rosto,
não há nada que se ponha no lugar
da tua lembrança tão amada.

 

Deito meu corpo, mas o espírito, sempre
alerta, não desvanece os teus traços,
não me faz esquecer-te...

 

Como os sulcos do meu rosto, acordas
e dormes comigo, em mim, sem o ir ou o vir;
mas, sempre distante, no entanto, nunca ausente...

 

O pesar não consome as horas mortas
em que, semimorta, eu versejo-te...

É lenta a alvorada, o ocaso é lento,
é veloz o coração, é mordaz a tua falta...

 

Eu estampo a tua imagem na paisagem,
traduzo nossos momentos nas palavras,
em cruéis linhas que me sangram invisíveis;
assim componho os versos mais bonitos
nas estrofes deste poema incompleto!...

Um comentário:

  1. Nem todo amor tem sua correspondência,nem toda correspondência tem seu destino
    e nem todo destino é onde queremos chegar.

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