SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

03 agosto, 2009

GÊNIO MENINO


Teu universo fechou-se em derredor...
Agora eu e tu numa justa laçada, apertado
laço, cego nó, nossas aselhas aliadas.
Negar, não posso essa magnética esfera
que nos aproxima, atrai-nos, enlaça-nos,
e, doravante dentro de mim mora um anjo...
tornando-me uma ninfa caída, mas, colorida
içando vôos maiores em meu singular
encantamento interior.
Mas, há também este agror que transpassa
o meu coração rebelde inquietando meu
espírito viajor.
Como ludibriar este querubim diligente e
assim te permitir tesouro tão superior?
Anjo traidor!... gnomo que transforma
astutamente homem e mulher, ódio e amor...
Como lidar com este instinto enganador?
Como discernir o que é demônio e deidade
dentro deste meu arbítrio sonhador?!
Duende mofino, menino saqueador...
ata-me às suas amarras, acerta-me as suas
flechas, faz-me arrastar asas ao encontro
deste moço, belo elfo tentador.
Gênio da guerra e da paz e que transitar
faz-me entre o contentamento e a dor...
Com ele diviso tantas miragens, angélicas
paisagens... ente guardião, mecenas do amor!







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