
Daqui vejo o mundo...
Restrito parece ante minha visão,
apenas constato no finito dos meus
olhos, a bruma incerta na qual se
encerra o horizonte.
O mar que daqui parece manso
devora as pedras.
O céu está turvo, em tarde vai
se esvaindo o dia.
Ouço as buzinas, lá embaixo
estão todos apressados.
Daqui vejo o mundo e ao
mesmo tempo não vejo
sequer um palmo adiante.
Como as linhas do horizonte,
perdi-me ao pronunciar da noite.
A noite que vive em nós e
quando a sós não conseguimos
clarear, como naus nas tempestades.
A noite escura do céu, a noite das
velas a vagar.
Enfim, daqui vejo o mundo e um
mar para navegar até o infinito.
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