
Flagro-me ainda em reminiscências,
obstinada e atroz expulso em vão
velhas lembranças que me instigam
o seio contrito.
Obsessão, castigo, já não mais sei.
Pois quando penso que te esqueci já
estou contigo... emoções à tona
num mar de tanto afeto. Querer-te
bem foi tão bom e tão incorreto!...
O pretérito abre-me as portas, dá-me
acesso a um labirinto colorido, paixão
vivida intensamente entre flores e espinhos.
Em desatinada primavera tantas quimeras
remonto hoje em teu espectro de sombra
e de silêncio.
Remendo o passado, moto-contínuo de
uma alma maculada.
No intento de retomar-te já fui romântica,
impetuosa, quão verborrágica...
No momento, saudosa, fraciono o tempo,
retalho versos e mais nada!
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