SOBRE ESTE ESPAÇO

"Há palavras que nascem para explicar. Outras, apenas para tocar. Este é um lugar de travessias. Aqui repousam poemas, reflexões e fragmentos de vida escritos ao longo dos anos, preservados no tempo em que surgiram, como quem guarda cartas antigas ou fotografias da alma. Não escrevo para ensinar verdades nem para oferecer respostas prontas. Escrevo para compreender os caminhos, os encontros, as ausências, os recomeços e os silêncios que nos transformam. A poesia é a linguagem que encontrei para dialogar com o invisível, com a memória, com os afetos e com tudo aquilo que insiste em florescer dentro de nós. Seja bem-vindo. Caminhe sem pressa. Algumas palavras são abrigo. Outras são espelho. Talvez alguma delas tenha esperado por você. Claudia Loureiro."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

30 novembro, 2023

LIRA (Cacau Loureiro)


Cores amplas tem o teu abraço, arco-íris que
labora luminosidade... Há um despertar nas
horas que sonho contigo porque sonhar é
saber-se vivo, é dar vida ao que mortificado
estava nas andanças tortas de minha marcha.
E eu, marcial que fui, conheci a tua paz libertária,
a tua fala pacificadora, o teu olhar ulterior...
Minhas continuadas reticências estacionaram
ante teus fundamentais pontos incomuns, no
teu singular descortinar da vida.
Eu quero partir contigo nesta viagem, pois, que o
amor já está aqui comigo, latente, vital, enérgico.
Não te entrego nada de mim, eu partilho e te
reconheço, enxergo-te no vislumbre da arte do
viver, porque viver é escrever os versos do
espírito nas paredes do coração humano, é
ouvir os cantares da natureza de olhos fechados,
mas, com a alma genuinamente aberta.
Eu te abro o meu mundo vesgo, vetusto, arcaico
para te dizer das canções que me movem nestes
dias claros de ti, do sol abrasador que emerge
do meu peito a cada manhã que te penso e que
te desejo mais perto, mais próximo, em mim.
Eu preciso do teu sorriso em minhas horas pálidas,
como lira a ressoar em meu cosmo soturno... para
reanimar o meu adormecido estro na beleza da tua
invulgar poesia!...

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