Eu queria dizer de saudade... escutei teu nome...
O vento assobiou em meus ouvidos a tua canção
que me moveu nervos, músculos e emoções.
Pensamentos foram ao encontro do trem do desejo,
viagem que me fez vir a manhã que me nasceu como
sementes de estrelas e me lançou às altas esferas
dos amores correspondidos.
E o céu se a abriu para a lei da atração que faz
vibrar a natureza das coisas...das coisas do corpo,
das coisas do coração, das coisas da alma.
Meus chacras expostos, como Vênus que desperta
sob o toque de Marte, fez-se fogo consumidor das
noites escuras... corpos desnudos ante a guerra
e a paz no combate incessante dos relés mortais
que somos.
Carne e espírito a movimentar-me o prana em
espiral de tantas vidas... passadas... futuras,
a reajustar histórias, a propor novos rumos,
melhores direções, no vagão da vida eu vou!...
Eu fechei meus olhos e divisei uma chuva
dourada sobre nossas cabeças... um belíssimo
púrpura a amalgamar nossos centros vitais...
Adiante uma águia pousou na árvore do tempo,
em suas asas cintilava um branco sem par...
e voou ao céu estrelado da escuridão que nos
embalava... e agora não mais!... Clareou.

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