SOBRE ESTE ESPAÇO

LÍRICOS OLHARES

LÍRICOS OLHARES é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Líricos Olhares é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira."

Claudia Loureiro

16 novembro, 2023

ROSA RUBRA (Cacau Loureiro)


Há um brilho nesses dias quentes que

trazem a exsudação do teu rio que corre em

meu corpo, como um estribilho do sol que

me faz ouvir tuas canções mil vezes...

Uma força atrativa, repetitiva que me

impulsiona aos apelos da lembrança...

flashes, imagens, cheiros; momentos

prazenteiros, lençol, dossel, a maciez dos

travesseiros...

Uma faísca transpassa pela janela... entre

as cortinas a alvorada, conduz-nos, total

eclipse, crepúsculo das almas quentes que

aderentes não se largam, entendem-se.

Há um comando sem voz, silêncios que

dizem, palavras que calam, gestos que

gritam, olhos que oram... matérias que

levitam com a dança das substâncias

livres...leves... soltas... ventres nus um

para o outro como geradores de uma

juventude de frescor e de lenitivo que

sequer chegou e que com certeza, ainda

não partiu... Por tudo que sei e ainda não

sei de ti... afeiçoo-te, como a rima arrima a

rosa!... amor... a rubra rosa que te dou.

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