SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

01 novembro, 2023

NÔMADE (Cacau Loureiro)


Há pressa nos dias que se apresentam, no entanto, o
que desejo se demora, parece-me que nunca chega...
Mas, eu tomo em tuas mãos a poção da paciência, das
coisas tranquilas que apascentam o coração e renovam
minha substância para o continuar.
Estou para ti como as leis naturais que movem a natureza,
contudo, humana sou e ainda mora em mim o espírito 
combativo que me fez chegar até aqui porque lutar foi
preciso, e agora eu quero a paz... 
Nas nascentes de um novo tempo eu mato a sede que
me fez caminhar pelos desertos humanos; não que as
caravanas solitárias ainda não cortem as areias rumo
aos ventos que transformam as dunas em obstáculos.
Eu sigo, entretanto, e eu olho adiante, muito além das 
miragens que tentaram me demover dos valores que
me eram intrínsecos... há o lenitivo no cenário que avisto,
esperança que move forças, ventos, vontades e fazem
as tempestades limparem e curarem as feridas acesas.
Não há temores, posto que as dores já me foram tão
íntimas e companheiras, também isto me tornou autêntica,
verdadeira seja nos ciclos das andanças da alma seja nos
labirintos dos voos da mente.
Sou nômade de dias escaldantes e das noites impiedosas.
E assim caminho como um ponto minúsculo na vastidão desse
contraditório mundo!... mas, nada me deixa mais forte do que
quando eu pego em tuas mãos!...

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