SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

29 novembro, 2023

DIAS DE SOL (Cacau Loureiro)

 

Eu tento amenizar as minhas sombras, elas,

como minhas feras se agigantam sob a forte

luz da evolução...

Não temo as minhas acorrentadas bestas-feras,

pois, elas em algum momento me fizeram

sobreviver a este mundo cão.

Não sou anjo decaído porque somente

humana sou... mas, dentro de mim mora

um querubim canhoto que invade hora em

vez meu lado direito.

As vias marginais da vida, nos propõe o jogo

do isto ou daquilo... contudo, eu sei muito

bem o que quero e o que não quero.

Escolhi o caminho que me leva a ti... 

E trago-te para mim para te mostrar quem sou.

Sou poetisa da vida porque sei que trouxe

dessa viagem do tempo a arte de amar sem

medidas, sem temores e não há mais a pressa da

juventude, mas, há a experiência da maturidade.

Não há pesos em meus ombros e nem em minha

consciência... cara lavada, mãos limpas, coração

franco sem correntes.

Não há noite em meus olhos, há em mim uma

imensidão de manhã que me trouxe até aqui

onde o meu instinto de amar continua inteiro,

verdadeiro, completo como pulsão de vida que

me faz sobreviver aos dias sombrios.

Há um milagre a acontecer pelos dias habitados

de tuas lembranças, dos teus gestos, dos teus

olhos... não existe breu, abri as janelas para os

dias de brilho que vem de ti e que me salvou dos

invernos da alma... deixei o sol entrar...

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