SOBRE ESTE ESPAÇO

❦ LÍRICOS OLHARES ❦

Este é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Este olhar é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.


Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira.

— Claudia Loureiro

06 maio, 2026

REVOAR (Cacau Loureiro)


Sopram aos sons de gaitas esses
ventos da manhã...
O sol prorrompeu em batidas enérgicas
em meu peito entusiasta, eu sei que
vibra em mim essas cordas que tecem
novas melodias, como viola afinada
para as vivências inteiras, integrais.

Há um coro bonito a entoar essa
música onde a poesia deitou seus
cabelos, ondas de aromas bonitos
que rimam as alegrias perfeitas em
marcação de ritmos que empolgam
todos os meus compassos, porque
o tempo criou asas nesses meus dias
estagnados... e as letras voam nesse
azulado causando o deslocamento
das nuvens que se fizeram dançantes.

Há um movimento interno que segue
junto com as agitações das horas fazendo
com que eu olhe para o alto e observe
o voo dos pássaros... e voar por dentro
é tão bonito, porque há um bater de
asas criando cânticos para que os
ânimos se exaltem ante esperanças
estacionadas... revoar em cantares
de essências honestas, afinadas com
o tempo presente, com a alma presente...

Porque a vida é contínuo andamento, e
hoje eu sou todas as canções do mundo!

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