O gotejar da torneira demarca as horas...
Há um tempo para todas as coisas, mas,
se não imprimirmos a vontade, nada de
fato acontece.
Esperar não é opção; o movimento de
dentro é que faz acontecer... Estarmos
confortáveis no incômodo é uma maneira
de não transformar, não evoluir.
Irromper em ações para a verdadeira mudança
é um ato de coragem... cansei dos fleumáticos
covardes, passantes passivos.
Dia nasce, dia morre... eu quero mesmo é
renascer nas auroras luminosas de seres
pulsantes, porque a vida tem que latejar
nas veias, como sangue que provê a
vida e impulsiona para a eternidade.
Quero passar pela existência deixando
rastros, e quem olhar minhas marcas poderá
ver que fui um espírito inquieto, anjo que fora
mofino e agora sabe das benesses.
A existência é dádiva que não podemos
desperdiçar... Eu não sigo a caravana dos
estagnados, eu não acompanho os temerosos.
Quero ir na frente e adiante, e para o alto,
para vislumbrar tudo o que é belo, bom e bonito...
Ouvir todos os seus sons, apreender todos
os seus aromas, como vinho a me embriagar
de esperança; cultivar as flores que haverão
de nascer em minha alma abastada e que me
farão sempre-viva, porque hoje eu existo pelo
entusiasmo — arco-íris a se espraiar por minha
alma encantada.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Este é um espaço de criação e partilha literária.
Comentários são acolhidos quando dialogam com o texto e com a experiência de leitura.
Todas as mensagens passam por mediação.
Conteúdos de natureza pessoal ou relativos à vida privada não são publicados aqui — para preservar a delicadeza entre obra e intimidade.
Gratidão pela leitura sensível.