SOBRE ESTE ESPAÇO

❦ LÍRICOS OLHARES ❦

Este é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Este olhar é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.


Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira.

— Claudia Loureiro

12 maio, 2026

SEMPRE-VIVA (Cacau Loureiro)


O gotejar da torneira demarca as horas...


Há um tempo para todas as coisas, mas,

se não imprimirmos a vontade, nada de

fato acontece.

Esperar não é opção; o movimento de

dentro é que faz acontecer... Estarmos

confortáveis no incômodo é uma maneira

de não transformar, não evoluir.


Irromper em ações para a verdadeira mudança

é um ato de coragem... cansei dos fleumáticos

covardes, passantes passivos.


Dia nasce, dia morre... eu quero mesmo é

renascer nas auroras luminosas de seres

pulsantes, porque a vida tem que latejar

nas veias, como sangue que provê a

vida e impulsiona para a eternidade.


Quero passar pela existência deixando

rastros, e quem olhar minhas marcas poderá

ver que fui um espírito inquieto, anjo que fora

mofino e agora sabe das benesses.


A existência é dádiva que não podemos

desperdiçar... Eu não sigo a caravana dos

estagnados, eu não acompanho os temerosos.


Quero ir na frente e adiante, e para o alto,

para vislumbrar tudo o que é belo, bom e bonito...

Ouvir todos os seus sons, apreender todos

os seus aromas, como vinho a me embriagar

de esperança; cultivar as flores que haverão

de nascer em minha alma abastada e que me

farão sempre-viva, porque hoje eu existo pelo

entusiasmo — arco-íris a se espraiar por minha

alma encantada.

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