SOBRE ESTE ESPAÇO

"Há palavras que nascem para explicar. Outras, apenas para tocar. Este é um lugar de travessias. Aqui repousam poemas, reflexões e fragmentos de vida escritos ao longo dos anos, preservados no tempo em que surgiram, como quem guarda cartas antigas ou fotografias da alma. Não escrevo para ensinar verdades nem para oferecer respostas prontas. Escrevo para compreender os caminhos, os encontros, as ausências, os recomeços e os silêncios que nos transformam. A poesia é a linguagem que encontrei para dialogar com o invisível, com a memória, com os afetos e com tudo aquilo que insiste em florescer dentro de nós. Seja bem-vindo. Caminhe sem pressa. Algumas palavras são abrigo. Outras são espelho. Talvez alguma delas tenha esperado por você. Claudia Loureiro."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

12 maio, 2026

SEMPRE-VIVA (Cacau Loureiro)


O gotejar da torneira demarca as horas...


Há um tempo para todas as coisas, mas,

se não imprimirmos a vontade, nada de

fato acontece.

Esperar não é opção; o movimento de

dentro é que faz acontecer... Estarmos

confortáveis no incômodo é uma maneira

de não transformar, não evoluir.


Irromper em ações para a verdadeira mudança

é um ato de coragem... cansei dos fleumáticos

covardes, passantes passivos.


Dia nasce, dia morre... eu quero mesmo é

renascer nas auroras luminosas de seres

pulsantes, porque a vida tem que latejar

nas veias, como sangue que provê a

vida e impulsiona para a eternidade.


Quero passar pela existência deixando

rastros, e quem olhar minhas marcas poderá

ver que fui um espírito inquieto, anjo que fora

mofino e agora sabe das benesses.


A existência é dádiva que não podemos

desperdiçar... Eu não sigo a caravana dos

estagnados, eu não acompanho os temerosos.


Quero ir na frente e adiante, e para o alto,

para vislumbrar tudo o que é belo, bom e bonito...

Ouvir todos os seus sons, apreender todos

os seus aromas, como vinho a me embriagar

de esperança; cultivar as flores que haverão

de nascer em minha alma abastada e que me

farão sempre-viva, porque hoje eu existo pelo

entusiasmo — arco-íris a se espraiar por minha

alma encantada.

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