SOBRE ESTE ESPAÇO

❦ LÍRICOS OLHARES ❦

Este é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Este olhar é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.


Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira.

— Claudia Loureiro

25 maio, 2026

ÍRIS FÉRTIL (Cacau Loureiro)

Anseio teus ares inéditos; como seria bom
sentir a umidade dos teus lábios férteis,
gôndolas a me conduzirem por teus canais,
singrar sobre teu leito de brandura, pousar
em tua ponte dos suspiros.

Ontem choveu tanto... Mas a madrugada
preencheu meu peito de tuas nuances,
aquarela imersa em tuas águas cálidas.
Porque aonde teus pés forem, eu estarei...
colorindo em íris e âmbar a tua estrada.

Vi tua silhueta em minha porta; as luzes
avessas trouxeram teu corpo aos meus
olhos em aguardo, no resguardo de
florações graciosas.

Eu vejo tanto e tudo o que rebrilha em ti;
não há temores em voar por teu céu risonho.
Minhas asas são leves em tua companhia,
abrindo selvas e fronteiras, desvendando
tuas trilhas densas em calor e alegria.

Eu me desprendo da terra para tocar teu céu
aberto; os ventos em meus ouvidos fazem tua
bela sonata soar em meus poros. Eu, frente ao
destino... aspiro e pairo.

Quero o imprevisto de ti nesta paisagem que
me abriu os olhos para as alquimias do sentir...
Em estonteante páramo de benesses, eu me
faço ninfa alada.


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