SOBRE ESTE ESPAÇO

"Há palavras que nascem para explicar. Outras, apenas para tocar. Este é um lugar de travessias. Aqui repousam poemas, reflexões e fragmentos de vida escritos ao longo dos anos, preservados no tempo em que surgiram, como quem guarda cartas antigas ou fotografias da alma. Não escrevo para ensinar verdades nem para oferecer respostas prontas. Escrevo para compreender os caminhos, os encontros, as ausências, os recomeços e os silêncios que nos transformam. A poesia é a linguagem que encontrei para dialogar com o invisível, com a memória, com os afetos e com tudo aquilo que insiste em florescer dentro de nós. Seja bem-vindo. Caminhe sem pressa. Algumas palavras são abrigo. Outras são espelho. Talvez alguma delas tenha esperado por você. Claudia Loureiro."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

21 maio, 2026

DOS SORRISOS (Cacau Loureiro)


Há na face da terra sorrisos que são

inesquecíveis... Feitos de palavras tecidas

nos ventos da saudade e que fazem a

poesia do presente.


Céu azul, vento fresco a alisar essências

angustiadas, toques do inefável a reconstruir

tantas estradas, sonhos, esperanças...

Visões para além do hoje.


Há um som que vem das serranias

para nos fazer evoluir em humanidade,

cheiro de café vindo da cozinha do tempo

passando para nos lembrar que houve

trilhas bonitas, flores na janela a colorir

dias chuvosos, fazendo um sol quentinho

florescer no peito das lembranças.


Mãos espalmadas no espelho fazem-me

reconhecer que sobre nossas cabeças

existem acenos de ternura, antepassados

que ainda vivem em nossos passos, em

nossos laços, em nossos punhos que

ainda insistem em lutar por dias pacíficos.


Caminhos nos quintais da eternidade a nos

fazer sorrir pelas dádivas que tivemos... temos,

pela alegria de compartilhar certas companhias,

crescer em respeito e gratidão.


Sim, há um sorriso nesses dias frios e

nebulosos que nos fazem suplantar todas

as travessias difíceis, todos os seres

perdidos no inverno de suas almas sofridas.


E, eu oro por aqueles que insistem em sorrir sem

desculpas, que estendem as mãos sem medos,

que abraçam com o calor de irmão, e sustentam

um sorriso no rosto, pois compreendem que a vida

passa, e os afetos são os fios que permanecem

sustentando as luzes que ainda incubam a vida.

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