SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

24 maio, 2026

CONJUNÇÕES (Cacau Loureiro)


E o silêncio agora virou palavras...
Esverdeado espectro a constituir
um arco-íris ímpar neste céu
consumido de auras esfumaçadas.

As letras invadem o simbólico do
indizível... canção bonita nos teus
lumes que vislumbram combinações
astrais... vento sul a correr pressuroso
pelo curto tempo, pela alma ampla que
se abre a novas conjunções.

Não mais escrito nas estrelas, o céu
vem descendo devagar sobre meus
olhos que contemplam tua história
ainda não contada. Mas há um conto
de fadas complexo no teu olhar atento,
folhas a balançar como pétalas aos
alísios pacíficos, ultramar onde me
lanço, destemida, aos descobrimentos.

Há uma marcação nos teus sons que                             
parecem tranquilos... inquietações de
quem procura abrigo... presença...
poesia e verso... estes signos que te dou
são a minha ousadia te propondo todo
o meu aconchego, café quente nos
recantos das bonitas estradas que
contemplo nestes dias claros de sol.

Lavo meu rosto para te enxergar face a
face, e as marés de plutão banham meu corpo
em ritual tão sagrado: águas, flores, frutos,
aromas; velas acesas por estes caminhos
já de ti perfumados, nos quais vislumbro,
tão presente, teu singular clarão!...

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