Eu vi estrelas descerem como chuva.
O teu sorriso brilhou em meu sideral
encanto, feixes de luzes em meu peito…
em depuração dos astros mais bonitos…
Como não me permitir viajar nessa cintilação
que cria globos, erige cosmos como o tocar
de mãos de um grande construtor!
Eu sei que nem todas as rotas serão de mansidão,
mas os soerguimentos nascem de almas tenazes,
aquelas que viram no manancial uma terra prometida
aos fortes, iniciáticos das profundas transformações.
O mundo não facilita deixar boas pegadas, porém eu
finco meus pés na terra dos que acreditam:
a luz se fará sinal e condutora
nas forças obscuras em turbulência.
Seguem-se os dias; o futuro, acelerando o passado,
virará convicção: nem todos seguirão!?…
Quando então a dor virar calcário nas costas,
onde as ondas se debatem com toda força —
milhares de anos passarão até mudarem de lugar…
Limpemos o rosto nas águas dos olhos que ainda
querem ver, pois todo gérmen floresce em consciência
quando estrelas comungam em constelações.

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