O calor me soa na alma, abafadiço…
Há um gole de fel nas águas da insanidade,
jorradas de corações incoerentes e aflitos.
As palavras jogadas em acusações
não nos chamam para as clarezas do espírito.
Aprender as lições, se enxergar de verdade,
é preciso que se tenha um coração humilde.
Ah! Olhar o outro com as convicções de si
mesmo,
é egoísmo, e ele grita ofensivo.
Mãos limpas têm que estar estendidas
na mesa dos raros concílios,
pois conceitos oblíquos que atendam somente a
um lado
são quase como sangrar na espada
o coração de um guerreiro ou de um inimigo!
O vento vem de frente e bate forte em meu rosto
ainda altivo.
Eu, ferida, sou faca segura por duas mãos —
real perigo.
Eu espreito consciente o entorno
e os movimentos de uma gema humana em
sofrimento,
mas eu me disto quando as razões que se
apresentam
ainda me convidam para um lugar de incômodos,
de um passado sombrio,
de um mundo resistente
onde existir inteira não me foi permitido.
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