Aos céus eu lancei as minhas súplicas,
o que está no alto, estará dentro de nós...
eu prossigo nessa estrada de fé, porque
o amor maior sempre velará por nós.
Meus caminhos como os rios, também
cheios de meandros, ensinam-me a
prosseguir como as águas, a limpar as
incertezas, porque aprendizado é liga,
edificação para os misteriosos desígnios
do divino, e assim, não temerei as sombras
que hora em vez se lançam sobre a minha
cabeça revolta e sobre o meu coração
conturbado nas noites traiçoeiras...
Há uma torrente forte a preencher a minha
alma do sal da terra, como tempero e
fermento a construir meu caráter de fibra
e a fomentar o meu espírito tenaz.
Que venham as correntes abruptas,
que venham os desafios doridos,
que me sejam batismo, porque salvar-se
é entender que como ondas, hora estaremos
em cima, hora estaremos embaixo, e vir à tona,
é exercício de transformação e saberes.
Levanto a minha fronte ao sol, como
girassol sedento de luz, pés fincados
no solo dos indiferentes, coração
plantado nos tesouros do espírito,
plena vida que me abraça como chuva
a varrer dissabores incultos, a
transmudar minha alma em paz.
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