SOBRE ESTE ESPAÇO

❦ LÍRICOS OLHARES ❦

Este é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Este olhar é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.


Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira.

— Claudia Loureiro

15 janeiro, 2026

TRAVESSIA (Cacau Loureiro)

 


Aos céus eu lancei as minhas súplicas,

o que está no alto, estará dentro de nós...

eu prossigo nessa estrada de fé, porque

o amor maior sempre velará por nós.

Meus caminhos como os rios, também

cheios de meandros, ensinam-me a

prosseguir como as águas, a limpar as

incertezas, porque aprendizado é liga,

edificação para os misteriosos desígnios

do divino, e assim, não temerei as sombras

que hora em vez se lançam sobre a minha

cabeça revolta e sobre o meu coração

conturbado nas noites traiçoeiras...

Há uma torrente forte a preencher a minha

alma do sal da terra, como tempero e

fermento a construir meu caráter de fibra

e a fomentar o meu espírito tenaz.

Que venham as correntes abruptas,

que venham os desafios doridos, 

que me sejam batismo, porque salvar-se

é entender que como ondas, hora estaremos 

em cima, hora estaremos embaixo, e vir à tona,

é exercício de transformação e saberes.

Levanto a minha fronte ao sol, como

girassol sedento de luz, pés fincados

no solo dos indiferentes, coração

plantado nos tesouros do espírito,

plena vida que me abraça como chuva

a varrer dissabores incultos, a 

transmudar minha alma em paz.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Este é um espaço de criação e partilha literária.
Comentários são acolhidos quando dialogam com o texto e com a experiência de leitura.

Todas as mensagens passam por mediação.
Conteúdos de natureza pessoal ou relativos à vida privada não são publicados aqui — para preservar a delicadeza entre obra e intimidade.

Gratidão pela leitura sensível.