SOBRE ESTE ESPAÇO

LÍRICOS OLHARES

LÍRICOS OLHARES é um espaço dedicado à poesia, à palavra e ao pensamento. Um lugar onde sentimentos, memórias, experiências e reflexões encontram na escrita uma forma de expressão e permanência.

Criado como um encontro entre a sensibilidade e a observação da vida, o blog reúne poemas e textos que percorrem os caminhos do humano: seus afetos, inquietações, descobertas, ausências, encontros e transformações.

Aqui, a palavra não é apenas escrita; é presença, diálogo e possibilidade de olhar para dentro e para fora. Cada texto nasce do desejo de compreender a complexidade da existência e de transformar vivências em versos, narrativas e reflexões.

Líricos Olhares é um convite à pausa em meio à pressa cotidiana. Um espaço para quem acredita que a poesia ainda tem o poder de tocar, despertar sentidos e criar pontes entre histórias diferentes.

Entre palavras, silêncios e pensamentos, este blog permanece como uma travessia pela delicadeza da vida e pela infinita riqueza da experiência humana.

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei.
Não para salvar, não para provar,
não para ser menos.
Iluminei para seguir inteira."

Claudia Loureiro

09 outubro, 2023

PROUVERA (Cacau Loureiro)


O mundo não tem facilitado a caminhada,

mas, para aqueles que fortaleceram seus

corações naqueles outros que eram de pedra...

Torna-se fácil reconhecer quem ferido foi e se deixar

amar pelos que amar sabem...

Pés descalços, alma nua... as águas lavam o rosto

e também a alma. E eu não sei onde essas trilhas

sob meus pés me levarão... nos levarão?!

Somente sei que estou!...

Há o perfume das divindades em todos os

recantos onde a beleza do alto se conjuga

com as belezas da terra... onde raízes se fincam

para elevarem os que respeitam a si mesmos e

aos outros. E em mim guardadas estão as cores

da abundância, dos cantos e dos cânticos que só

minha gema soube decifrar... ouvir... apreender.

Ah! Há ouro, incenso e mirra nas nascentes em

que lavas as mãos, e, beber dessas águas me

cultivam o espírito da verde esperança que

haverá de pacificar todo o meu caráter combativo.

Eu respiro e aspiro os aromas que tua natureza

plena, singela e tão exuberante exalam... porque

há um sopro de vida em mim.

Há tanto poder nesta vontade que nasce do

intrínseco do meu seio... e no ventre da mãe

natureza que me impulsionam para a vida.

Meus lábios em suas suaves mãos balbuciam

um rogo... uma benção... uma reza...

Oxalá me seja concedida esta dádiva!...

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