mas, para aqueles que fortaleceram seus
corações naqueles outros que eram de pedra...
Torna-se fácil reconhecer quem ferido foi e se deixar
amar pelos que amar sabem...
Pés descalços, alma nua... as águas lavam o rosto
e também a alma. E eu não sei onde essas trilhas
sob meus pés me levarão... nos levarão?!
Somente sei que estou!...
Há o perfume das divindades em todos os
recantos onde a beleza do alto se conjuga
com as belezas da terra... onde raízes se fincam
para elevarem os que respeitam a si mesmos e
aos outros. E em mim guardadas estão as cores
da abundância, dos cantos e dos cânticos que só
minha gema soube decifrar... ouvir... apreender.
Ah! Há ouro, incenso e mirra nas nascentes em
que lavas as mãos, e, beber dessas águas me
cultivam o espírito da verde esperança que
haverá de pacificar todo o meu caráter combativo.
Eu respiro e aspiro os aromas que tua natureza
plena, singela e tão exuberante exalam... porque
há um sopro de vida em mim.
Há tanto poder nesta vontade que nasce do
intrínseco do meu seio... e no ventre da mãe
natureza que me impulsionam para a vida.
Meus lábios em suas suaves mãos balbuciam
um rogo... uma benção... uma reza...
Oxalá me seja concedida esta dádiva!...

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Este é um espaço de criação e partilha literária.
Comentários são acolhidos quando dialogam com o texto e com a experiência de leitura.
Todas as mensagens passam por mediação.
Conteúdos de natureza pessoal ou relativos à vida privada não são publicados aqui — para preservar a delicadeza entre obra e intimidade.
Para contato direto: 📩 [claudia.loureiro@live.com]
Gratidão pela leitura sensível.