SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

26 outubro, 2023

ÁGUAS FÉRTEIS (Cacau Loureiro)

 

Convido-te a esta viagem de dois corações...

Embora, saibamos que a trajetória seja individual,

como recusar ao convite provocador do destino?!

Aos sabores dos ventos da transformação eu

quero ir... e quero muito chegar ao farol das

tuas amenidades como fogo abrasador que

consome tudo e que também calcina as dores.

A tua longa e larga estrada sei, é de ensinamentos,

por isto, eu vivo aqui este momento para buscar

em teus lábios o bálsamo, para buscar em teus

olhos, conforto, em teu coração, aconchego.

Vejo as alegres crianças nas calçadas, passado

e futuro se confundem e saltitam ante meus olhos

surpresos, mas, o hoje é contigo e para ti, e mesmo

no aprendizado adulto desse vasto mundo eu busco

os caminhos de Pasárgada... para ter a mulher que

quero na cama que escolherei...

E eu deito meus sonhos aos teus pés, beijo-os em

devoção e afetos... afeita aos teus encantos, aos

teus gestos de mansidão e sossego.

Desmedidas cores matizaram os meus dias cheios

de ti, preenchidos por tuas gargalhadas que ecoam

para além de tudo o que minha verve pode dizer ou

balbuciar e mesmo assim, eu digo, eu quero ir...

Ruas, carros, paisagens no meu caminhar sem

pressa, no entanto, ansioso ao encontro dessas

águas soberanas que me invadem corpo, alma e

coração. Nestes dias lentos... eu corro demais, e

sim, eu quero ir ao encontro e ao encanto de tuas

férteis águas!...


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