feras e que me despertou todos os bichos?!
Eu me joguei em teus abissais encantos,
assim descortinei precipícios...
Em teus olhos de preciosas joias mergulhei
em queda livre... virei mundo navegante.
Agora, eu senhor e escravo nestes mares
nunca antes navegados em busca do
farol luminoso nas águas das divindades.
Minha nau emproada ao sol, ao léu meus
pensamentos, minha cabeça no céu...
minhas emoções, oceano!...
Harpia e Quimera em enigma da Esfinge
nos grilhões contra correntes, nas galês
que remam rente ao cabo das tormentas.
Navio pirata cortando abundantes águas
traficando ouro e sedas... e a guia estrela,
Dalva luzidia, estrela da manhã inteira
agora serpenteia de luzes a minha rota,
caminhos das novas índias, nova era, terra
de promissões... cravos, rosas, perfumes,
especiarias, bocas, línguas, olhos... Raro
diamante!

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