Lavei o rosto em águas novas, limpei-me
das feridas alheias para contemplar o amanhã.
Mas, os corpos não pensam... e os corações
esmorecem ante os muros da descrença,
pois que edificam solidão, caos, indiferença.
Rasas são as almas que não se predispõem aos
efetivos afetos porque tantas vezes sequer se
reconhecem em si mesmas, quiçá no outro.
O mergulho do ser deveria ser profundo,
contudo, oceanos desmedidos são temerosos,
porque achar-se no âmago de si mesmo é viagem
inusitada e requer ousadia e desassombro diante
das sombras de nossas cavernas interiores...
Dá-me tuas mãos neste voo indelével das
essências generosas... permita-me carona nas
asas luminosas do autoconhecimento, pois, quero
planar nas grandes asas das gemas elevadas.
Eu almejo o céu perfazendo caminhos na terra,
eu desejo a paz tecendo as sendas dos homens
em aprendizado laborioso ou de consolos, viver.
Apenas caminhar... aceitar o inarrável dos seres,
tocar essências abastadas, calcadas na dor ou
no sofrimento, mas, que reconhecem que a
vida o tempo todo é edificação!...

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