SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

27 outubro, 2023

MORDIDA (Cacau Loureiro)

Existe uma vastidão em meu peito...

As águas do teu rio inundaram meus sentimentos.

E o céu desceu, e o chão subiu!

E eu não sei, mas entendo...

E eu não vejo, mas, eu sei que há.

E estas águas correm por entre meus dedos,

por entre meus seios, pelas margens da sede

que também invadiu minha boca e meus olhos.

Sigo o teu curso na direção dos amores desejados,

em preces, balbuciados nas longas noites de

espera... nos longos dias sombrios.

Eu despertei em plena primavera, aquela que

acordaste em minha alma esperançosa das

flores graciosas, dos gestos distintos.

Então, os meus olhos derramaram feixes de

luz em teu caminho, pois, é na luz que

reconhecemos as almas florescentes, os

corações prósperos... eu quero derramar

os meus olhos nos teus, abrir minha janela

para a tua... abrir as portas da dimensão etérea

que habita os seres na Terra!

A vida diz segue-me nos propondo o curso

dos rios agitados, mas, presenteia-nos com

os doces frutos das correntes dos afetos.

Eu provo o teu gosto em meus dedos, eu

entorno sabores em teu corpo... Eu degusto,

eu mordo em êxtase os frutos nascidos de nós.

Ah! As maçãs do amanhã, eu sei, serão saborosas!!...



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Este é um espaço de criação e partilha literária.
Comentários são acolhidos quando dialogam com o texto e com a experiência de leitura.

Todas as mensagens passam por mediação.
Conteúdos de natureza pessoal ou relativos à vida privada não são publicados aqui — para preservar a delicadeza entre obra e intimidade.

Para contato direto: 📩 [claudia.loureiro@live.com]

Gratidão pela leitura sensível.