SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

10 outubro, 2023

PROFUSÃO (Cacau Loureiro)


Não busco em ti somente aplacar os desejos carnais,

isso seria fácil para quem vive uma vida no tanto

fez como tanto faz...

Esta energia que me move a ti traz um misto de

identidade, reconhecimento de que nosso experimento

de caminhos nos aproxima em espírito em congruências

daqueles que se reconhecem como gemas francas,

honestas, abertas, leais.

Há um clamor interior de te dar o melhor que há em mim

e de receber o que de melhor há em ti.

Não há temor quanto a sedução que se processa porque

sei que nossos corpos convergem numa aura de

mansidão, mas, também de pleno desejo.

Não quero ter por ter... pois, depois de ter você o poeta

irá nascer nas ruas e esquinas que me levaram a ti em

paisagens singulares, bonitas.

Preciso te abraçar por inteiro, necessito te sentir completo, 

olhar-te nos olhos sem ruídos, beijar sua boca sem receios,

ouvir no seu silêncio todas as palavras não ditas, mas

mesmo assim dizer do meu apreço.

Creia, não existe impulsividade naquilo que aflui da

sinceridade de uma alma em busca de ascensão,

pois, no meu diminuto universo há uma imensidão de

bons quereres, bons fluidos, pensamentos bons.

Quero muito mostrar-te quem sou de verdade,

sempre em profusão, nunca em escassez...  

Tocar seu âmago sem amargores, não quero ser

em tua vida o acre, contigo, apenas, aprender o doce...

Porque não sei ofertar pouco e porque busco a vida

em abundância, posto que abundantes são teus olhos

em mim!...

 

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